Frank Howard Clark

"Um hábito é algo que você pode fazer sem pensar - e é por isso que a maioria de nós temos tantos deles."

O sábado, 11 de fevereiro, foi um dia, digamos, para não ser muito lembrado. A maior parte do tempo eu fiquei de mau humor, mas nem me toquei do fato; o que só fez com que eu me desse conta após dois amigos darem o toque de que eu estava de cara amarrada. Tinha lá meus motivos para a chateação, entretanto eles não vêm ao caso, até mesmo porque o assunto aqui é outro.

O fato é que bastou eu tomar o ônibus de volta para casa, em Copacabana, e no caminho de volta à Barra vir refletindo o que poderia tirar esse meu mau humor. A primeira coisa que veio à minha cabeça foi o Aikido, arte marcial criada por Morihei Ueshiba (o senhor da foto ao lado), em meados do século XX, da qual eu sou praticante há pelo menos um ano. Conheci o Aikido em 2007, porém entre idas e vindas, somente em 2011 pude ficar de forma permanente e hoje só a morte pode nos separar.

Tudo bem, o caríssimo leitor ou leitora deve se perguntar o que tem a ver uma arte marcial com o meu humor. Eu respondo; tudo. Antes de mais nada, o Aikido é uma das artes marciais mais eficientes que eu já vi, mas vai muito além disso. Seus conceitos teóricos e filosóficos ajudam de tal maneira, que pode mudar a forma como um homem vê o mundo. É o que vem acontecendo comigo.

Hoje aconteceu de novo. Bastou eu me lembrar de que Ai é Harmonia, Ki é Energia e Do é caminho, para minha fisionomia completamente mudar; pude sentir no ato. Após isso me veio à mente as várias palavras de O-Sensei Morihei Ueshiba, palavras sobre o Aikido, a arte da paz. Foi como lavar a alma. Todos os sentimentos de raiva ou ciúme que estavam dentro de mim se dissiparam e foram embora. Voltei a ser como no dia anterior. Pode parecer bobagem, mas credito isso ao Aikido sim.

Para mim, esta arte marcial é isso. Muito além de torções e arremessos. É a melhoria do ser humano de uma forma geral. Entendo que o Aikido é um caminho, doutrina e conjunto de valores morais para que o indivíduo se harmonize, se una com a Energia que tudo permeia. É seguindo tais valores que mudei completamente na tarde deste sábado; seguindo tais valores vou abandonando de vez o medo, ego, intolerância, ansiedade, irritabilidade, intranquilidade, hostilidade, preconceito e indisciplina; sentimentos que tentam me desviar do caminho que estão me tornando um ser humano melhor.

Diferentemente do Bujutsu, o Aikido é um Budo, ou seja, uma arte marcial que tem como objetivo combater os inimigos internos, melhorar o praticante em todos os aspectos da vida, além de ensinar a defesa pessoal. Como toda arte baseada no Do, o Aikido tem seu foco baseado no praticante, não no adversário. O-Sensei costumava dizer que o Aikido é uma arte do bem e do entendimento, visa mostrar ao adversário que de nada adianta procurar o caminho da violência, protegendo-o de sua própria agressividade.

A explicação acima sobre o Aikido é pequena diante do poder que esta arte tem de modificar a vida de uma pessoa, seja no plano terreno ou espiritual. O Aikido vai muito além de um dojô. A teoria, o estudo filosófico, encanta e seduz. Não quero dizer aqui que o Aikido é um consolador para o mundo. Também não quero dizer que não é. O que afirmo, com todas as letras e sem prepotência alguma, é que o Aikido é sim uma das saídas para o homem evoluir como espírito e ser humano.

Faço apenas um último alerta: aquele que treinar buscando vitórias sobre outras pessoas jamais estará treinando Aikido, estará treinando apenas técnicas de arremesso e imobilização.

Alguns poetas gostam de dizer que na vida não se vive sem um grande amor. Não concordo muito com essa máxima. Pode-se viver sim sem um grande amor, desde que você esteja cercado de grandes amigos, aqueles verdadeiros, que estarão ao seu lado em qualquer momento. Seja para repreendê-lo quando você faz algo errado; ou então para sorrir ao seu lado nos bons momentos.


A palavra amizade vem do latim amicitate e alguns estudiosos afirmam que ela derivou da palavra amore (amor). Qualquer dicionário nos diz que a palavra amizade é um ''sentimento de quem é amigo; afeição recíproca entre duas pessoas''. Logo, não é preciso pensar muito para chegar à conclusão de que a palavra amigo também veio do latim, de amicu, e segundo o dicionário quer dizer um ''homem ligado a outra pessoa por amizade ou afeição''.

Respeito os estudiosos e eruditos, mas concordo em partes. A amizade é muito mais do que pobres definições de dicionário; isso em qualquer língua. Eu, por exemplo, não tenho do que reclamar do meu ciclo de amizades, hoje não muito extenso, mas a quantidade é o que menos importa para mim. O que importa é qual o grau de amizade há entre dois seres.

À vida, eu só tenho a agradecer. Além do meu irmão de sangue, ganhei mais quatro irmãos durante meus 23 anos: Gustavo Bastos, Patrícia Motta, Rafael Albuquerque e Robson Mothé. Essas pessoas chegaram na minha vida aos poucos, a Patrícia, por exemplo, ao ''acaso'', e acabaram se tornando mais do que especiais por estarem no momento certo e na hora certa.

Posso não ter um vasto campo de amigos, mas os que sempre vou guardar no coração são aqueles verdadeiros, os quais também posso citar Bernardo Dittz, Bruno Antonucci, Camila Pires, Carlos Brito, Daniel Vianna, Fernanda Mello, Juarez Martins, Pedro Duarte, Rayssa Pascoal, Renan Bernardes, Thays Pascoal e Tiago Lamarão. O carinho que eu sinto por estas pessoas e o sentimento de amizade são gigantescos. Eles sabem que podem contar comigo; no fundo eu sei que posso contar com eles. São para vida toda no que depender de mim, porque destes, eu gosto de coração e afirmo que coloco sim a minha mão no fogo.

Amigos novos, e não menos importantes, também são bem-vindos. E olha que esse ano de 2011 tem sido generoso comigo no quesito novas amizades. Ganhei pessoas que na hora passaram a ser importantes, como Cíntia Damasceno, Cristian Pinheiro, Gabriel Cabral, Juliane Lopes, Letícia Saga e Raffaele Grisolia. Destes eu gostei de cara também, tal como todos os outros e, caso me permitam, também quero levá-los comigo a vida inteira, pois, de uma maneira ou de outra, conseguiram ganhar minha amizade, carinho e confiança. Hoje, estas pessoas são tão importantes para mim como as que já foram citadas neste humilde texto.

Como não poderia deixar de ser, também temos decepções em nossos ciclos de amizade. Eu já tive muitas, mas uma, em especial ainda me marca. Não vou citar o nome, até porque o objetivo do texto é declarar o amor que sinto por novos e velhos amigos, e não expor A, B ou C por um lado negativo. Espero, sinceramente, poder um dia voltar a velha amizade que tínhamos; porém, se não for possível, vou respeitar e entender que você tem seus motivos.

Se esqueci de citar alguém, peço perdão. Foi um post criado de improviso, meio que por inspiração e na hora. Estava dormindo e de repente acordei com o texto praticamente pronto na cabeça, difícil explicar; só sei que tinha que escrever. Se alguém foi esquecido, espero que não fique chateado.

Ah e se alguém pensar que pareço estar meio depressivo, está enganado, muitíssimo enganado. Muito pelo contrário, estou feliz pra caramba. Eu apenas aprendi que na vida "quem não tem gratidão, não tem caráter"; e eu sou grato por poder contar com a amizade de todas as pessoas citadas e até a de quem eu guardo uma ponta de decepção. Enfim, eu amo os meus amigos.

Como diz um antigo ditado: "Aos amigos, tudo! Aos inimigos, a lei"; porém como não tenho inimigos tomo a liberdade de dizer a vocês que: "Aos amigos, tudo!"

***A foto colocada é do filme Antes de Partir, com Morgan Freeman e Jack Nicholson. Retrata bem o espírito de amizade entre duas pessoas, por isso ela foi escolhida.

Tenho visto muita besteira por aí, seja em jornais, televisão ou portais de Internet. Parece que o bom jornalismo, aquele jornalismo sério, descompromissado apenas com seus interesses lucrativos, que queria informar e gerar credibilidade ao público, está acabando aos poucos.


Poucos são veículos que ainda são imparciais, que sabem fazer um bom jornalismo e que sabem trabalhar e usar o jornalismo. Essa coisa de liberdade de imprensa, por exemplo; isso não existe. O que temos hoje é uma liberdade de empresa, onde o coitado do jornalista é obrigado a dizer e fazer aquilo que o dono do jornal quer; até porque o mesmo só pensa em si e no bolso. O jornalismo atual vem perdendo a credibilidade, a honestidade e sua principal função: a de servir como um elo de informação ao povo.

Antes da receita, vamos ao básico e explicar o que é jornalismo. Jornalismo é a atitude de divulgar informações voltadas para o público de forma mediada, periódica e organizada. O jornalismo tem a missão de vigiar e controlar a ação do Estado; de informar tudo aquilo que o povo, de um modo geral, queira saber, sem esconder nada; tudo feito de forma independente, séria e honesta.

Depois de uma breve e simples explicação, agora vamos ao que é jornalista: o que define o jornalista, nós sabemos, é a independência que ele guarda em relação ao poder do Estado e ao poder econômico. Jornalistas são pagos para perguntar o que a sociedade tem o direito de saber. O objetivo de todo jornalista é divulgar aquilo que é de interesse público.

Sou jornalista, formado há pouco tempo, cerca de oito; mas não estou nada satisfeito com a podridão da área. Existe um ego inflado em 90% dos jornalistas, mais interessados em ver suas matérias, do que fazer algo relevante, que informe ao seu público. Donos de veículos de comunicação nem querem saber de público ou povo, mas só de quanto vai para o seu bolso no final do mês e se poderá curtir aquela praia no final de semana.

Sim, caríssimo leitor; sim caríssima leitora, estou completamente desiludido com o jornalismo e se pudesse voltava no tempo; porém, como disse Maquiavel, " mais vale fazer e se arrepender do que não fazer e se arrepender.

"Pois é, as coisas mudaram de novo para o meu lado. Me sinto assim como alguém que se apaixonou, casou, mas depois de algum tempo percebeu que a cara-metade não era exatamente como você esperava e as coisas não iam dar certo. Vivendo e aprendendo. Afinal, aprender é a única coisa de que a gente nunca deve se arrepender. Por isso, nossos equívocos e erros são importantes: para nos ensinar."

Agora vamos à receita de como criar um bom veículo de comunicação.

Ingredientes:

1 Dono que queira investir na empresa e ajude seus empregados, honre com suas palavras e deveres e que no mínimo saiba escrever;

1 Diretor de jornalismo que conheça a área; principalmente se for específico a uma editoria, como esporte, economia, cidade e etc;

1 Coordenador que saiba o que é jornalismo, sua principal função e que saiba liderar uma equipe, que seja o capitão do time; aquele que briga e cobra a diretoria quando tudo está errado;

+/- 50 jornalistas sérios, honestos, éticos, que tenham moral e que sejam profissionais. Jornalistas que têm o mínimo desapego por sua vaidade, mas sim um amor pelo que faz; que, como explicado, é informar ao povo de forma correta e imparcial;

+/- 10 estagiários que tenham a mínima vontade de aprender um jornalismo sério e honesto;

1 pitada de profissionalismo; até porque não faz mal a ninguém;

2 colheres de sopa de seriedade;

2 colheres de sopa de ética;

Imparcialidade você pode colocar a seu gosto;

Um ingrediente especial é a liberdade que o jornalista tem que ter para trabalhar. Ninguém deve se intrometer no seu trabalho. A NÃO SER QUE ELE QUEIRA. Existem jornalistas que gostam de sugestões e opiniões. Não os julgo; cada um com o seu cada qual.

Obs: Dependendo de qual mídia for; talvez precise de um diagramador, de um designer e programador; cinegrafistas e etc...

Modo de preparo:

O dono do veículo de informação adota a linha editorial de sua empresa. Com o investimento que ele vai fazer dentro da mesma, dará todo o suporte necessário para seus profissionais, sendo a principal delas a estrutura que ele oferece para que o bom jornalismo seja realizado.

Depois, o dono do veículo passa a linha editorial para seu diretor de jornalismo, que vai criar o principal: um modelo de escrita e o manual de redação. O diretor de jornalismo, com plenos poderes é claro, será o responsável por montar sua equipe de trabalho, sem favorecimentos a amigos, mas sempre pensando no bom profissional.

Após as definições, o diretor passa tudo para coordenador de jornalismo, que com seu poder de liderança, imposto pelo respeito e não pela força, passa tudo e comanda aos jornalistas do veículo. Cabe ao coordenador, como bem diz o nome, coordenar uma equipe de trabalho seguindo os padrões de jornalismo da casa (quando a empresa tiver um, é claro).

Aos jornalistas e estagiários, cabe a seguir a ordem e a hierarquia. Mas é claro, sempre com liberdade para trabalhar e ouvir quem quiser. NINGUÉM TEM O DIREITO DE QUERER MEXER NO TRABALHO DE UM JORNALISTA. Ele tem de ser livre para trabalhar da forma que quiser, dentro daquilo que foi passado em reunião de pauta. Jornalista não tem que ficar escondendo dos demais integrantes o que está fazendo.

Você, dono de um veículo de comunicação, jornalista de jornalismo e que tais; adote esta receita. É uma receita adotada por 90% dos que fizeram sucesso na área. Porém, caso queira ficar nos 10% que faz tudo errado, sabe que está errado, entretanto continua errando; aí já é um outro caso, que pode até passar pela burrice.

CUIDADO: Para essa receita dar certo de verdade, eu recomendo outra vez pitadas de liberdade sem medida, ingrediente que parece farto e fácil, mas que muitas vezes é substituído por genéricos que no fim vão dar é muita dor de cabeça, senão coisa pior.

ps: Um conselho para quem pensa em fazer ou está começando no jornalismo - "1) Abandonar imediatamente a profissão e escolher outra. 2) Se não for possível isso, procurar se estabelecer por conta própria na internet, com patrocínio próprio que não interfira na sua independência. 3) Se isso também não foi possível, procurar manter a dignidade profissional e preparar-se para uma vida de sacrifícios."


Dizer que o Uruguai foi campeão da Copa América por acaso só pode ser recalque ou falta de conhecimento sobre o que está falando. O Uruguai não chegou por acaso à final e não conquistou o título, desculpe a repetição, por puro acaso; mas sim por competência. Quanto ao Paraguai, os Deuses do futebol não iriam cometer a injustiça de dar um título à uma equipe que joga de forma feia, para empatar e só consegue vencer nos pênaltis. O Paraguai tem lá seus méritos pelo vice-campeonato, mas seu sucesso na Argentina foi mais pela incompetência de seus adversários do que por suas qualidades.

Em 90 minutos, o Uruguai conseguiu o que a Seleção Brasileira não fez em 120; ou seja, marcar três gols. Sem soberba, o Uruguai sabia de seus limites e tinha jogadores mais comprometidos com o futebol do que com o penteado, como muito dos nossos atletas.

Deixemos o Paraguai de lado, e até mesmo a Seleção da CBF, que cada vez mais afasta o povo. Falemos da Celeste Olímpica, que desperta de um sono profundo, que tal qual a fênix retorna das cinzas, só que desta vez, espero que seja para sempre.

Ah, antes que eu me esqueça, caro leitor; o Uruguai não tem o futebol mais talentoso do mundo e muito menos da América do Sul. Em qualidade técnica está um degrau abaixo de Brasil e Argentina; mas em relação ao peso da camisa, não existe diferença para as outras duas seleções. A camisa uruguaia pesa, chega a jogar sozinha, que o diga o mediano goleiro Muslera na partida contra os argentinos, quando fechou o gol.

O sucesso do Uruguai começou em 2006, quando Oscar Tabárez assumiu o comando da seleção. Naquele 9 de março, ao ouvir as palavras do treinador como seu novo comandante, o torcedor via ali um líder nato, alguém que poderia levar o Uruguai novamente de volta ao caminho dos gigantes do futebol mundial.

Assim que assumiu, Tabárez prometeu que os jogadores voltariam a ter amor pela camisa Celeste e o principal: prometeu aproximar a seleção do torcedor. A inteligência do comandante uruguaio não se restringe aos aspectos táticos e técnicos. O treinador também ficou responsável sob as divisões de base e a ordem era "quem não estuda, não joga". Tabárez vai além de 95% dos treinadores brasileiros. Além de criar um jogador, também transforma homens e seres humanos. Revolucionou o futebol uruguaio em todos sentidos, até mesmo na mentalidade de dirigentes.

Em um país de pouco mais de 3 milhões de habitantes, Oscar Tabárez conseguiu colocar na cabeça dos atletas que eles tinham que jogar por aquele pequeno país, por aquela sofrida população. Mais do que isso, formou um grupo, de qualidade técnica até certo ponto duvidosa, mas de autoconfiança e vontade de vencer acima da média. Quando as três coisas se juntam, somados ao peso da camisa; não há quem segure.

Mas o Uruguai não é só vontade e vigor físico. Ah o Uruguai... país que teve Ladislao Mazurkiewics, um dos maiores goleiros de todos os tempos; que teve jogadores de qualidade acima da média como Hugo de León, capitão no título da Libertadores de 1983, conquistado pelo Grêmio; Uruguai de Darío Pereyra, meia de rara habilidade, que fez sucesso no São Paulo e atuou como quarto zagueiro no final da carreira e de forma não menos brilhante. Ah o Uruguai... Uruguai de Paolo Monteiro, zagueiro que fez sucesso pela Juventus, da Itália, na década de 1990; de Pedro Rocha, mais conhecido como Verdugo, pois aliava a habilidade brasileira com a raça uruguaia. Não podemos esquecer de Ghiggia, autor do gol da maior tragédia do futebol brasileiro, em 1950.

Não caríssimo leitor, o Uruguai não teve só força, vontade e vigor, como pensam alguns. O que falar da qualidade de jogadores como Enzo Francescoli, o "El Príncipe", único uruguaio incluído por Pelé na lista dos 100 maiores de todos os tempos? O que falar de Pablo "El Professor" Bengoechea? De Rubén Sosa? O que falar do Uruguai que, na minha humilde opinião, possui a melhor dupla de atacantes do planeta, formada por Diego Forlán e Luiz Suárez, que aliam técnica e raça?

Agora sim, falando em vigor físico, além da tradicional raça uruguaia, quem contesta defensores como Diego Lugano e Pablo Forlán, pai do atual camisa 10 da seleção? Difícil...

Mas o Uruguai também tem lá seus enganadores como Diogo, Pablo García, Zalayeta, Álvaro Recoba, o goleiro Carini e até Sebástian ''El Loco'' Abreu, que vivem mais da fama do que do futebol, embora não sejam péssimos atletas.

O saldo total é de recuperação da moral de uma das maiores seleções do planeta. Quarto colocado na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010; maior vencedor da Copa América, 15 no total com o título conquistado neste domingo, 24 de julho; classificado para os Jogos Olímpicos de Londres, ano que vem, algo que não acontecia desde 1928; e, apesar da crise financeira que assola os clubes do país, teve o Peñarol como vice-campeão da Copa Libertadores deste ano. Saldo mais do que positivo.

Este é o Uruguai. Primeiro campeão do mundo, em 1930, repetindo a façanha no Brasil, em 1950. Bicampeão mundial olímpico em 1924 e 1928. O Uruguai renasceu, saiu do mundo dos mortos.

Até aceito quando dizem que não há mais bobo no futebol; mas não me venham falar que hoje em dia uma camisa não pesa. A do Uruguai pesa e não é pouco.

Já perguntaram se eu acredito em um novo ''Maracanazo''. Sem ficar em cima do muro eu ainda acho que o gigante não despertou por completo, mas não me surpreenderia caso o episódio se repetisse em 2014; pois torno a dizer: esta camisa Celeste pesa demais.

Foram acordar um gigante. Para fazê-lo dormir novamente vai ser preciso mais do que a técnica. Será preciso ter mais vontade que os uruguaios têm ao vestir a camisa Celeste.

Luís Carlos Sarmento é um daqueles homens raros que existiu no jornalismo. Com uma brilhante capacidade de escrita e uma criatividade extraordinária, Sarmento marcou época e deixou saudades de um jornalismo que hoje parece não existir.


Conhecido com um homem que gostava de ser repórter na área policial e que muitas vezes criava suas histórias, mesmo que não tivesse veracidade, Sarmento passou pelos principais diários da cidade do Rio de Janeiro, como O Correio da Manhã, O Globo e o Jornal do Brasil.

E foi no Jornal do Brasil que uma das suas melhores histórias saiu. Estava Luís Carlos Sarmento num bar, na Cinelândia, Centro do Rio, quando ouviu de um vendedor de pipocas que os pombos do local haviam sumido. Pronto, nascia alí a história perfeito para um repórter perfeito, que não se preocupava com as verdades, mas sim em contar uma boa história.

Um dia após o ocorrido, o Jornal do Brasil passou a vender 800 mil exemplares por dia, ao invés dos 200 mil exemplares. Toda essa tiragem era devido a história de um gavião que comia pombos da Cinelândia. Não contente em criar o gavião, Sarmento ainda deu um ninho para ele, o relógio que ficava na torre da loja Mesbla, na Rua do Passeio.

A história precisava de um final, o editor do JB já pressionava o brilhante repórter por um final, e com contornos teatrais na trama, Sarmento contratou um homem e o caracterizou de caçador africano. O homem caçava o animal em pleno Centro da Cidade, imaginem a cena. Sarmento ainda arrumou um gavião empalhado e o colocou no alto torre.O caçador, ao ver o animal no alto da torre, deu um tiro e o gavião empalhado foi empurrado por um assistente de Sarmento torre abaixo. Outro assistente jogou sangue de galinha no gavião. O caçador e Sarmento foram até o local onde o animal estava, o enrolaram em folha de jornal e tiraram uma foto que virou capa no dia seguinte.

Esta história, de contornos dramáticos, é verdadeira; assim como tantas outras de Luís Carlos Sarmento. Elas estão todas no livro "Luís Carlos Sarmento - Crônicas de uma Cidade Maravilhosa", de José Amaral Argolo e Gabriel Collares Barbosa, da editora e-paper.

Eu recomendo!

As deste ano serviram para ser o grande teste de paciência do fim de 2010. Serviram também para responder as mesmas perguntas do fim de 2009.


A começar pelo Natal, onde vamos combinar, o verdadeiro espírito natalino nunca é celebrado. Quando chega o Natal pensamos sempre em ganhar presente. É verdade, ninguém lembra do verdadeiro espírito natalino. Ah, e se o negócio é ganhar presente poderíamos dar um toque nas vovós né, pois acho que ninguém mais aguenta, todo ano, ganhar cuecas ou meias nesta época. Se é pra brincar de dar presente, vamos brincar direito.

Outra coisa chata no Natal é aquele tiozão que quando chega na tua casa, te olha e solta aquela célebre frase: "Tá grandão hein". Ou então, quando ele resolve realmente te sacanear de vez, ele faz aquela célebre pergunta: "E as namoradas?". Quando ele: "engordou hein", não há nada mais chato e embaraçoso.

Ano Novo então...além de aguentar alguns chatos da família, você tem aguentar as malas que são de fora da família; sem que contar que se você mora em prédio, com uma varanda não muita larga, tem a sensação de estar no Mercado Popular da Saara, no Centro do Rio, em plena época natalina.

O pior do ano novo é quando um desconhecido vem e acaba dormindo na sua casa. Até aí não vejo nada de mal, mas não contente em te tirar da sua cama e te colocar para dormir no sofá, feito marido brigado, escurraçado da cama de casal, a pessoa ainda tem aquela tacada final para te sacanear de vez.

Quando no dia seguinte você abre a geladeira, procura aquela cerveja, a única que você gosta e das 12 garrafas você só encontra uma, você tem uma certeza: foi aquele ser! Neste exato momento você é tomado por uma ira e começa a xingar Deus e o mundo, pois você dorme no sofá, fica com dor no dia seguinte e tem gran finale de encontrar sua geladeira sua cerveja favorita, que tinha sido paga com o próprio bolso. Ah festas de fim de ano...

Brincadeiras a parte, gosto das festas de fim de ano, tanto do Natal como do Ano Novo.

Desejo à todos um feliz 2011...desde que não tomem a minha cerveja!

Desde a sua inauguração, no ano de 1965, a Rede Globo de Televisão se mostrou cada vez mais presente e influente no Brasil; principalmente no que diz respeito aos processos políticos pelos quais o país passou nas últimas décadas. Maior emissora brasileira, contando ao todo com 122 emissoras, entre próprias e afiliadas, vejo a Globo como o grande mal dos meios de comunicação nacionais.


Para mostrar toda a sujeira que está por trás da emissora do Jardim Botânico, podemos começar pelo “escândalo do Proconsult”; famoso caso de tentativa de fraude nas eleições para o governo do Estado do Rio, no ano de 1982. Nestas eleições, a empresa responsável pela contagem dos votos; a Proconsult, de propriedade de antigos oficiais do Exército, havia desenvolvido um programa capaz de subtrair os votos de Leonel Brizola e adicioná-los a Moreira Franco. A Globo entrou no esquema e anunciava hora a hora uma apuração mentirosa dos votos. Soube-se depois, inclusive com depoimento de empregados da emissora, que a maior rede de TV do país, juntamente com o SNI, estava envolvida no caso.

Outro caso a ser lembrado, é o fato de a Rede Globo ter ignorado a campanha das Diretas Já, em 1984. Enquanto várias manifestações eram realizadas em favor de eleições diretas para presidente da República, a emissora mostrava apenas rápidas imagens. O caso mais absurdo ocorreu no dia 25 de janeiro daquele ano, quando aproximadamente 300 mil pessoas realizaram uma manifestação na cidade de São Paulo e o Jornal Nacional reportou apenas se tratar de uma comemoração do aniversário da “Terra da Garoa”. Esta fraude foi confirmada inclusive pelo repórter Ernesto Paglia, autor da matéria que foi ao ar no JN. A Globo só passou a fazer cobertura das Diretas Já quando a pressão popular aumentou de tal maneira que não tinha como ignorar o acontecimento.

O caso mais recente de interferência da TV Globo foi durante as eleições de 1989, quando de forma vergonhosa houve uma edição do debate entre Fernando Collor de Mello e Luiz Inácio Lula da Silva. A ação de má fé acabou explicitamente favorecendo Collor, que tempos depois sairia do governo por um processo de impeachment.

Muitos escândalos poderiam ser citados, como por exemplo, a difamação contra o ex-ministro da Justiça Ibrahim Abi-Ackel. Esta é a verdeira Rede Globo e a sua intimidade com o poder; um câncer que só faz mal à sociedade brasileira.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) anunciou na última quarta-feira, 20, o fim da preferência da Rede Globo de Televisão na negociação dos direitos de transmissão para o Campeonato Brasileiro, sendo assim, a partir de 2011, outras emissoras podem entrar na disputa.

Apesar do fim do monopólio, a Globo ainda sim pode ter exclusividade na transmissão dos jogs, porém, para isso, basta oferecer a melhor proposta dentre as concorrentes. A Rede Globo, desde 1997, detém os direitos de transmissão do Brasileirão em TV aberta; e desde 1998 em TV fechada.

Até a decisão do Cade, a emissora do Jardim Botânico tinha o direito de conhecer as propostas dos concorrentes e só depois decidir se igualaria ou não. Ou seja, a última palavra era da "toda poderosa".

A partir do ano que vem, o Clube dos 13, que é quem responde pelos maiores clubes do país, terá de negociar cada mídia diferente em um contrato separado. Agora, cinco contratos terão de ser assinados: TV aberta, TV fechada, pay-per-view, internet e telefonia. Portanto, não será mais pertido fazer uma única oferta para todas as mídias.

Para ficar mais fácil para o caríssimo leitor, um exemplo: caso a ESPN queira ter direitos de transmissão a partir de 2012, terá de fazer uma proposta ao Clube dos 13, assim como o Sportv, que é da Globo. A melhor proposta leva a exclusividade. Assim será também com todas as outras mídias.

Outra coisa boa que deve ser explicitada, é que a partir de 2012, as emissoras que transmitirem o Campeonato Brasileiro poderão passar o jogo que quiser; não mais obedecendo a emissora dos Marinho, que mandava transmitir a partida que ela quisesse.

Este só foi o começo. O monopólio pode sim, estar chegando ao fim.

Agosto e setembro são dois meses para serem esquecidos na política nacional. Faltando poucas semanas para o início das eleições, é assustador que denúncias de corrupção ainda tomem as páginas dos jornais.


No governo Federal, os casos de quebra de sigilo fiscal e tráfico de influência na Casa Civil, que já derrubou alguns nomes, como o da ministra Erenice Guerra, devem ser investigados da forma mais imparcial possível. Será que isto vai acontecer?

Pessoalmente, não acredito que comitê de campanha de Dilma Roussef cometeria o crime de fiscalizar pessoas ligadas ao adversário José Serra (PSDB-SP). Seria suicídio. Fosse algo para usar em campanha, creio que o próprio Serra deveria ter o sigilo quebrado. Veja bem, não estou dizendo que deveriam quebrar o sigilo fiscal do tucano, mas em um eventual crime do tipo, seria mais viável quebrar o dele e não o de sua filha.

Quanto ao tráfico de influência na Casa Civil, as coisas estão meio nebulosas. As recentes demissões no ministério, a saída de Erenice e a demissão do presidente dos Correios, mostra que embaixo deste angú tem muito caroço. Basta ser investigado, e de forma séria, que a verdade virá a tona. Apenas não creio que as investigações terão um resultado imediato devido ao processo eleitoral.

Outro crime escabroso, que parece que não vai dar em nada também, vem do Rio Grande do Sul e sua governadora, Yeda Crusius (PSDB-RS).

No Palácio do Piratini, foi descoberta uma rede de espionagem, onde a atual governadora estaria de olho em adversários políticos e aliados, que não pareciam ser tão aliados assim. Descobrindo "podres" dos mesmos, a candidata a reeleição usaria como forma de chantagem para conseguir um possível apoio.

Ainda no Piratini, outro crime é a extorsão feita a donos de bingos e máquina de caça-níqueis, por parte de pessoas do gabinete da governadora. Vale lembrar que os dois tipos de jogos são proibidos no país. A situação de Yeda pode ficar ainda mais complicada, pois um ex-servidor da Secretária Pública Estadual, Adão Paiani, que é ligado ao DEM-RS, aliado do PSDB, está servindo de testemunha contra o atual governo gaúcho. Em depoimento para a Polícia Federal, Paiani admitiu que a candidata dos tucanos sabia de todo esquema, e pasmém, também participava das falcatruas e extorsões.

E tem mais. Paiani afirma que nos governos anteriores o esquema era o mesmo e em vez de fazer algo para acabar com a roubalheira, Yeda Crusius fazia o contrário, ou seja, demitia as pessoas que queriam interromper as extorsões e espionagem em seu gabinete.

Painel violador, quebra de sigilo de correntistas por parte da filha de José Serra, farra das privatizações de Daniel Dantas no governo FHC, mensalões, sanguessugas, aloprados, quebra de sigilo fiscal, tráfico de influência...nunca a política nacional esteve tão suja quanto atualmente.

Ainda acredito em Lula, ainda acredito nas investigações da Polícia Federal e Ministério Público, mas o povo não pode ficar parado, olhando de braços cruzados, sem cobrar uma definição dos casos.

Mais uma vez, ao abrir os jornais nesta segunda-feira, 20, a população fluminense fica estarrecida com mais um crime cometido pela nossa mal treinada Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.


A morte do jovem Julio César, em um bairro da Zona Norte carioca, mostra bem como é a política da PM no atual governo do candidato a reeleição ao Estado do Rio Sérgio Cabral (PMDB-RJ). A política de atirar e depois perguntar.

O pretexto da polícia para a morte do jovem foi a de que Julio César iria fazer um "bonde", prática usada por bandidos para assaltar motoristas nos bairros do Rio. O que a polícia não sabia era sobre a rotina do jovem, morto de forma injusta.

Julio Cesar saía de casa toda noite, pois tinha de trabalhar todo dia, às 23 horas, em uma famosa rede fast-food, localizada no bairro de Copacabana, para ganhar míseros R$ 532,50. Do emprego, o primeiro da sua vida, o rapaz voltava para casa a fim de descansar, pois às 14 horas ia para o curso de gastronomia, ministrado por uma ONG. Às 18 horas, era a vez de estudar em um colégio da rede pública de ensino, onde cursava o 5º ano e de onde saía às 22 horas, para retomar a rotina do dia que passou.

Mais uma vida inocente é perdida pela falta de preparo desta nossa corrupta polícia. Hoje não sabemos mais quem é o bandido e quem é a polícia. Sei que não devemos culpar toda uma classe devido ao erro de alguns, mas os últimos acontecimentos leva a crer que a banda boa da PMERJ deve estar em algum lugar, que ninguém sabe onde. Cada vez mais tenho nojo em pensar que existe alguém que defenda a falida segurança pública fluminense. Tenho nojo de ligar a TV e ver apresentadores que louvam tanto o trabalho destes que continuam matando inocentes, pelo simples fato de achar que são bandidos. Porque defender uma instituição que a cada dia mostra despraro, falta de honestidade e fraqueza em garantir a segurança pública?

Vendo notícias como esta, defendo cada vez mais uma reforma na PM e um aumento para os policiais, com o objetivo de diminuir a corrupção, pois com um bom salário, o preço para corromper alguém também sobe, e não são todos que podem pagar um preço alto.

Inocentes não podem mais pagar pela incompetência do Estado.

Neymar passou dos limites. Extrapolou e gerou revolta da própria torcida.

A cena bizarra que ele protagonizou na partida contra o Atlético Goianiense na última quarta-feira, dia 15, gerou revolta até mesmo em seus companheiros de time.

O atacante se rebelou ao ter sido proibido de bater um pênalti, sendo que ele já tinha sido avisado pelo treinador Dorival Junior que não era mais o batedor oficial devido aos últimos insucessos.

Aí pronto. Se rebelou e começou o seu show particular. Ignorou a cobrança de pênalti de Marcel, não comemorou o gol com os companheiros, passou a driblar para si, sem passar a bola para ninguém. O ato gerou revolta no técnico santista que chamou a atenção de Neymar, que rebateu com palavrões. No vestiário, informações vindas de São Paulo afirmam que a briga continuou e de forma mais ríspida. Deve ter pensadans que o Santos lhe deve algo por não ter aceitado a proposta do Chelsea e se esqueceu que o maior atleta do século, que jogou no clube e é o maior ídolo da história do alvinegro, nunca tomou atitudes como a sua. Se achou acima de tudo e todos. Acima do Santos.

Neymar é craque. Sem dúvida, mas não é a primeira vez que apronta. Já chegou atrasado em treino por ter ido para balada, desrespeitou colegas de trabalho após dribles desnecessários quando o jogo estava parado e ainda humilhou outros colegas ao dizer que ganhava mais que eles. Falta humildade, maturidade e educação. A diretoria do alvinegro praiano e seu treinador tem culpa no cartório ao defenderem o atleta nos erros anteriores. Até a mídia é culpada por achar graça nas peripécias sem sentido do jovem.

Comentaristas sem critério, que aplaudiam o atleta nas besteiras de menor escala, hoje criticam e o tratam como um projeto de mau caráter. Até o técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, deu um puxão de orelha no jogador.

O atacante do Santos, sempre protegido pelo pai, levou uma bronca da mãe e parece ter caído na real. Espero que sim, porque um talento como este não pode se perder no meio da própria vaidade. Tudo bem, ele tem 18 anos; mas ele tem que entender que é uma estrela, é famoso e ídolo de crianças. Caso não mude o pensamento e a maneira de agir, pode acabar como outros atletas que se perderam no meio do caminho e se deslumbraram com a fama e o dinheiro. Um atleta do tamanho precisa dar o exemplo. Precisa "humilhar" em prol do gol, com a bola em jogo, dando show com o talento que lhe foi concedido, com dribles e etc.

Fico com a frase do técnico do Atlético Goianiense, Renê Simões: "Estamos criando um monstro no futebol brasileiro".

Tomara que algum dia eu mude de opinião.

Já vem se arrastando para quase mais de duas semana a briga de egos entre a Rede Globo e a Rede Record. Uma briga sem porque, e não iniciada pela Tv Globo, como afirma o nosso bravo Bispo Edir Macedo.

A única coisa que a Globo fez nos últimos dias foi noticiar a denúncia que 0 Ministério Público ofereceu sobre uma suposta lavagem de dinheiro do Bispo da Igreja Universal Edir Macedo e mais nove pessoas ligadas a igreja. E não foi só a emissora de Roberto Marinho que noticiou o fato, mas sim todas as outras emissoras; no caso a Band, SBT, Rede Tv e até mesmo a CNT. Aí vem a reportagem do Jornal da Record dizendo que a Globo deu uma matéria de 10 minutos, enquanto as outras deram menos de cinco. Sim, o Jornal Nacional noticiou até mais de dez minutos o fato, mas isso tem de ser feito, pois o apelo popular do JN é muito maior que o Jornal da Band por exemplo.

Caso o fato ocorrido fosse o contrário, com toda a certeza do mundo, a emissora do "Deus" Edir falaria da Rede Globo, e isso tudo em busca de audiência. A televisão brasileira está cada vez mais "falida".

Não vejo como um ataque o fato ter sido noticiado. Vejo que a Rede Record sim, se aproveitou do fato para atacar ainda mais a concorrente devido a busca pelo primeiro lugar na tv aberta brasileira.

Tudo bem que a emissora do Rio tenha dado uma cutucada em Macedo, mas não justifica a série de acusações feitas até mesmo por quem já passou por quem passou anos apresentando o JN, como o jornalista Celso Freitas.

Foi publicada no jornal "Folha de São Paulo", a matéria que a Rede Record pretende apresentar o documentário chamado "Muito Além do Cidadão Kane", feito pela rede de Tv inglesa Channel 4, que mostra o monopólio das empresas de comunicação comandadas por Roberto Marinho; e em contrapartida, a Tv Globo estaria adquirindo os direitos de transmissão do documentário "Universal, Uma Ameaça ao País dos Crentes", produzido por uma rede de tv católica da França.

Não é verídica as explicações que a Globo esteja atacando a Record devido ao medo de perder o monopólio da comunicação no país. Para chegar ao primeiro lugar, a emissora paulista vai ter de comer muito feijão com arroz ainda e muito devido a sua desorganização, que vem dentro; e sei o que estou falando. Chega a ser baixo e sujo que pastores da Igreja Univesal venha pedindo para os fiés pararem de assistir ao canal 4. Não estou aqui defendendo a Globo, até porque quem me conhece sabe muito bem a minha opinião a respeito dela. Defendo é a forma como as coisas saem na imprensa. E um datalhe: Trabalho na Rede Record. E admito que erraram ao atacar a concorrente quando deveriam se defender das acusações da Justiça brasilera.

A Globo apoiou a ditadura, pegou dinheiro dos cofres públicos e não pagou...mas é fato que a Record brinca com a fé de pessoas humildes para transformar tudo em televisão, com uma programação que é um lixo, porque pasmém, independente da religião, uma emissora que faz seção descarrego no horário de 0:30 não quer abranger a programação para todos os públicos. Sou contra este tipo de atitude. A Record cresceu sim. E foi muito. Pena que tenha sido na ilegalidade e enganando o povo brasileiro que já é tão sofrido. O jornalista Jorge Kajuru, um dos poucos que sobram neste país em termos de seriedade e ética, mostra no seu livro "De A a Z, Condenado a Falar", o interior da casa do "pobre" Bispo Edir Macedo. Vejam as fotos e tirem as conclusões.

Repito: Não sou a favor da Globo, mas sim da Justiça e se a Globo tem seus erros, cabe a Justiça defenir isso. Por fim, continuo com a imagem na cabeça do Bispo Edir Macedo ensinando os pastores a extorquir dinheiro de fiéis; e é como ele disse: É A FÉ.

ps: A repetição do nome Edir Macedo é feita propositalmente.

Plagiando o mestre, vou tomar meu chá de cadeira esperando a queda do Ricardo Teixeira; vou tomar também meu suco de açaí esperando o Josér Sarney cair.

A morte de Michael Jackson, para muitos, o Rei do Pop, vai deixar um legado.

Um legado de que Jackson será inesquecível. O seu jeito único de dançar e cantar, será assim, único. Assim como Elvis Presley, Frank Sinatra, James Brown, Tom Jobim...muitos irão aparecer com seu jeito, mas nenhum conseguirá entrar no coração dos fãs como Jackson fez.

Tudo bem que nos últimos anos Michael Jackson esteve as voltas com processos judiciais e escândalos. Foi uma pessoa complicada, onde a educação severa, dada pelos pais, refletiu em sua vida, pena que de forma negativa. Sua vida, a partir dos anos 1990 foi repleta de polêmicas. Foi submetido a várias cirurgias para ficar branco, esteve envolvido em brigas de divórcio, o que sempre lhe tirou muito dinheiro, e em 2005 esteve no banco dos réus acusado de pedofilia, e absolvido em todas as acusações.

O lado gênio de Michael Jackson, fez com que o astro pop gravasse oito álbuns solo, sendo "Thriller", o mais famoso, e que ficou 37 semanas consecutivas, vendendo cerca de 60 milhões em todo mundo.

Polêmicas a parte, a genialidade de Michael Jackson estava é indiscutível. Estava em decadência sim, mas iria começar uma turnê por Londres, para retomar sua carreira, e não tenho dúvidas de que conseguiria.

Michael Jackson é um mito. Um mito que ficará para sempre guardado na memória de todos nós. Ele deixou os palcos daqui para com certeza brilhar nos palcos do outro lado. Que vá com toda a luz de Deus e tenha a certeza que o mundo nunca esquecerá e nem terá alguém parecido com aquele que mudou o jeito de cantar e dançar da música pop. Michael Jackson tem seu lugar na galeria dos grandes artistas da música, será inesquecível.

http://www.blogdoprofessorpc.blogspot.comMuito infeliz a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em revogar a obrigatoriedade do diploma do curso de jornalismo nas escolas de comunicação do país. Mais humilhante ainda foi o ministro Gilmar Mendes, agora persona non grata entre os jornalistas, ter comparado jornalistas com um cozinheiro, não querendo desmerecer a profissão.

Eu sou favor da obrigatoriedade, mas certo ou errado, vai abaixo um texto que pesquei do Blog do Professor PC, escrito pelo FNPJ (Federação Nacional de Professores de Jornalismo) que diz tudo sobre o que está acontecendo.


Segue abaixo:

A exigência de diploma é absurda para jornalistas, mas também para advogados
Cleiton Boson


"Sou jornalista com diploma faz mais de uma década e, mesmo quando fazia faculdade, nunca me pareceu muito lógica a obrigatoriedade do diploma para jornalista. Essa obrigatoriedade sempre teve a carga de reserva de mercado sob um discurso de melhoria ética e técnica do campo jornalístico.

Mas o que sempre estranhei também é que esse questionamento (sempre muito forte no jornalismo) nunca teve o mesmo impacto em pactos corporativos onde o discurso da necessidade de diploma é tão inconsistente quanto para o jornalista. Um bom exemplo é o advogado. Assim como o jornalista, o advogado arroga para si o lidar com a objetividade e a imparcialidade a serviço da construção da verdade (uma utopia já superada até pela física e pela biologia, mas ainda forte nestes dois campos). Também como o jornalista, o advogado é um técnico que domina uma série de termos e os articula por meio do discurso (mas, a rigor não produzem conhecimento, ou seja, tanto o jornalismo quanto o direito não constituem uma ciência). Dentro dessa lógica, por qual razão uma pessoa que domine os conceitos e termos dispostos nos diversos códigos de leis que regem a sociedade não pode ser advogado? Conheço uma série de ex-presidiários que dominam muito mais o código penal do que muitos advogados incensados pela OAB e, no entanto, essas pessoas não podem advogar. Por qual razão?

Mais que isso! O que realmente define quem será advogado ou não é a famigerada prova da OAB (apenas 15% de quem a faz consegue ser aprovado). Ou seja, não importa se você passou seis anos num curso de direito, isso não te garante ser advogado. Seria muito mais lógico e democrático que qualquer um pudesse prestar a prova da OAB (tendo cursado direito ou não) e, se aprovado, deveria ser reconhecido como legítimo advogado.

A única diferença que vejo entre os advogados e os jornalistas é que a organização corporativa dos primeiros é bem maior que a dos segundos, além do fato de que eles possuem o monopólio sobre as leis e, portanto, definem o que é legal ou não. No entanto, como nem tudo o que é legal é legítimo, deveria-se começar a questionar a legitimidade de uma corporação que possui o monopólio das leis e de como isso pode ser danoso para uma experiência verdadeiramente democrática".


Para mais informações: http://www.blogdoprofessorpc.blogspot.com

A cada dia que passa fico mais preocupado com o conteúdo da televisão brasileira. O conteúdo tem sido pra lá de ruim e os últimos acontecimentos com o avião da Air France confirma meu pensamento.

Um exemplo disso é o programa "Fantástico", da TV Globo, que passados pouco mais_ou pouco menos_de três semanas da tragédia, ainda bate na mesma tecla. São mostradas simulações, o que deveria ter acontecido no voo e outras coisas mais. Acho que foi criado um exagero em tudo isso. Nas duas primeiras semanas ainda tudo bem, mas três semanas mostrando a mesma coisa é dose.

Tanta coisa acontece pelo mundo afora. Está na hora de deixar a quem compete trabalhar nesse caso, fazer seu trabalho, sem alarde da imprensa.

Imprensa esta que não respeita nem os parentes das vítimas. Quando do fato ocorrido, os parentes vieram até o hotel Windsor, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. E lá, um mar de jornalistas, fotógrafos e câmeras se encontravam para pegar uma palavrinha de quem estivesse por lá.

Foi-se o tempo em que programas com conteúdo e informação passavam na TV brasileira, hoje em dia a tragédia do outro e é o divertimento do programa que vai passar mais tarde.

A imprensa brasileira vai de mal a pior e a tendência, nada animadora, é a de piorar...

Eu, falei, e estou assinando!


O Brasil há algumas semanas ficou feliz após o anúncio. Foi felicidade geral da nação o anúncio das cidades sede para a Copa do Mundo de 2014. Porém acho que eu fui a única pessoa que parou para pensar que nem tudo é um mar de felicidade.

Parando para refletir, vejo que o Brasil irá gastar muito dinheiro com a infraestrutura do evento. Não temos condições para agora sediar uma competição de tal tamanho, a começar pela roubalheira, principalmente no Rio de Janeiro (ver posts anteriores) onde a farra corre solta. Falando na Cidade Maravilhosa, o sistema de transporte é precário, com ônibus caindo aos pedaços e motoristas que não respeitam nem a sinalização de trânsito.

A saúde carioca está literalmente no CTI. Os hospitais da rede pública estão cada vez piores. Miguel Couto, Souza Aguiar, Hospital da Posse, entre outros, não possuem medicamentos e médicos suficientes para atender a população. Ainda sim, querem fazer Copa do Mundo aqui.

Violência é um assunto sempre presente. Está certo que o mundo todo tem uma onda crescente de violência, mas aqui os bandidos estão para todos os lados. Tem bandido bandido, tem bandido político e até bandido policial, e querem a Copa aqui.

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, disse que o dinheiro para as obras viria da iniciativa privada, o que eu duvido e muito. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, que até vem fazendo um razoável trabalho no município, deveria colocar a cabeça para pensar e mudar um pouco o rumo das coisas, pois como diria Fernando Vanucci, "A Copa do Mundo, é logo ali".

E aproveitando para parodiar um famoso crônista que disse que no final tudo dá certo, se não deu certo é porque não chegou o final, nosso lema é: "No final, o povo paga a conta, se ainda não pagou é porque não chegou o final".

A seguir, detalharei qual a melhor forma de você, ateu, contar a seus familiares da sua opção não-religiosa.

O primeiro passo é marcar de se reunir com sua família num evento comum, como se fosse um aniversário ou coisa assim, e dizer que tem uma declaração a fazer, sem se aprofundar muito em detalhes. O segundo é chamar um amigo ao encontro e explicá-lo do que se trata. Quando todos já tiverem chegado, comido, bebido e se divertido uns com os outros, reúna todos em volta da mesa, posicione-se no centro, faça questão de ter seu amigo perto de você e diga em bom tom que chegou a hora da aguardada revelação. Diga-os: "Pois bem, convoquei-os aqui hoje pra fazer uma confissão. É com muita satisfação e orgulho que eu vos declaro que eu sou..." - ai então você puxa seu amigo pelo braço, põe os seus braços em volta dos ombros dele, o encare com um olhar doce e entoe: "Eu sou Ateu!"

Nessa hora, restará a seus familiares um uníssono "UFAA..", ou então variações como "Aleluia! Que susto que você me deu!" e por aí vai. Logo depois, você estará bebendo e rindo com eles como se nada tivesse acontecido, contudo, aliviado de ter tirado o peso das costas e lhes dito sua verdade.

E é isso aí, pra massa hipócrita dos cristãos, antes ateu do que homossexual, pois, por mais que os dois estejam na lista negra do ''G-sux'', pelo menos os ateus estão livres da parte sórdida que valida o outro grupo. O que é uma pena porque, os autores do maior best-seller de todos os tempos deveriam ter deixado mais clara aquela pequena premissa básica da religião, que é a
Tolerância.


Do jornalista, professor e amigo Paulo Cézar Guimarães, do Jornal O Globo, que me contou a seguinte história, mostrando como é o socialismo cubano, e afirma ainda, que Cuba é uma maravilha, destoando daqueles que é contra Fidel. Ahhh se a Veja ler isso...


"Quando fui à Cuba, eu já usava óculos. Costumo usar dois de grau, um com lentes escuras para o para o dia, e outro normal para a noite. Aí vinha andando e Havana, quando fui parado por uma senhora.


- O senhor tem dois óculos? - perguntou a senhora


- Não eu uso um para o dia e outro para noite - respondeu PC


- Então me dá um dos óculos - pediu a senhora


Aí, para explicar foi difícil, tive que dar voltas e voltas".



Aí eu lhes pergunto: O que é isso cara pálida??


Isso é Socialismo!


Valeu PC!

Estava preparando outro post para hoje, mas eis que me deparo com a seguinte manchete: "Maguila vira cantor e lança samba sobre a sua vida".

Nada contra os estilos de música do Brasil, mas definitivamente mexeram no satélite. Eu gosto do que é bom, mas chega de música ruim no país. Temos samba bom, boa MPB, um rock considerável para quem gosta, mas aí surgir Josi do BBB, Calypso, Latinos da vida...e agora Maguila, aí é demais meu povo.

Maguila meu querido, sua história como pugilista é bonita. Foram 85 lutas, com 77 vitória e sete derrotas. Você é um campeão brasileiro, sul-americano, latino-americano, pentacampeão continental e campeão das Américas. Conquistou também o título de campeão mundial de peso pesado da Federação Mundial de Boxe e foi treinado por Angelo Dundee, que treinou entre outros, aquele que foi um dos maiores pugilistas de todos os tempos, Muhammad Ali. Maguila, precisava mesmo jogar toda essa história no lixo? Já não bastavam participações pífias como "humorista" no Show do Tom da Rede Record?

Maguila defitivamente você irá perder o seu tempo e o de quem vai te ouvir. O povo brasileiro carece de novos "Rauls", "Cartolas", "Vinícius". Não precisa de alguém que nem voz para cantar tem. Não jogue no lixo toda a bela história que você tem como lutador, pelo simples fato de não saber sair de cena. Nesse caso Maguila, o show para você não pode continuar



Talvez o café fosse uma febre quando inventaram o termo “café-da-manhã” e, então, tomados pelo senso comum, escolheram o fruto pra dar origem ao nome, mas concordemos - ninguém mais bebe isso de manhã. Então eu pergunto, por que continuar com o nome? Se nem metade dos brasileiros toma isso porque ainda insistem? Eu acho muito errado porque se é pra ir com a maioria, deveriam atualizar o nome pra toddy-da-manhã.


Eu gosto do termo inglês, breakfast, que embora muitos, erroneamente, acharem que literalmente signifique “quebra rápida”, na verdade o termo resigna a quebra (break) do jejum (fast). Apesar de essencialmente possuir um significado semelhante ao brasileiro, na prática são conceitos absurdamente opostos. Na foto acima, mostra um breakfast americano tunado com dois ovos, duas lingüiças, um tomate, feijão, beacon e carne. Como diabos eles conseguem comer isso? Se for pra traduzir a versão americana do troço, acho que os portugueses se saíram melhor ao chamarem sua refeição matinal de “pequeno almoço”


Eu estou em casa enquanto escrevo e outra coisa interessante é como são diferentes os cafés-da-manhã na sua casa e num hotel, por exemplo. Enquanto que em casa você sacia sua fome com uns pãezinhos e um copo de leite e sai da mesa, num hotel você quer ficar e comer até você achar que está no lucro sobre o preço que você pagou a mais por aquela refeição. É bizarro, mas é real. É mais ou menos assim: “Ah, to cheio, mas vou pegar só mais esses biscoitinhos de goiaba e esses pães de queijo, haha, passei a perna nesses otários!”


Como devem imaginar, acabei de tomar meu “café-da-manhã” (que não passou de um copo de suco, uns biscoitinhos com requeijão e uma caixinha de Activia). Não sei se vocês já viram anúncios sobre esse iogurte, mas o que ele promete, basicamente, é regular o seu intestino. Caso o consumidor se sinta lesado pelo efeito não surtido eles prometem devolver o seu dinheiro.


Eu, que sou um cara muito curioso, fiz o teste hoje de manhã e... bem, quando uma empresa do porte da Danone põe a eficiência de um determinado produto em cheque, propondo que o consumidor compre e faça o teste ele mesmo, prometendo que o reembolsará caso não tenha o efeito esperado – é melhor você acreditar. Na metade da primeira caixinha eu já tava desabotoando a calça e correndo sem escalas pro banheiro. Malditas promessas da televisão!


Por fim, vou ficar sem meu reembolso, mas confesso-lhes que, graças a esse café-da-manhã, me sinto bem mais leve agora. =)